Pesquisas de andejo

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011


Crimes atribuídos ao RPG erroneamente
Como sempre a mídia contra nosso hobby


Durante alguns anos, jogadores de RPG tiveram que aturar programas sensacionalistas, sites gospel e pessoas desinformadas acusando-as de serem satanistas, por conta de noticias de crimes de assassinato que apontavam jogadores de RPG como culpados. Mas, passaram-se os anos, e nenhuma outra noticia foi dada, seja confirmando ou não a culpa de jogadores de RPG pelos crimes. Entretanto, o escritor e autor de RPG Marcelo Del Debbio, junto a Daemon Editora, buscou informações sobres os casos, e em conjunto com os autores dos blogs RPG Educ e Cortando a Pelicula, conseguiram informações dos crimes relacionados a RPG que estouraram na televisão. Vejam os resultados:
 
- TERESÓPOLIS-
Em 14 e 20 de Novembro de 2000, na cidade de Teresópolis, RJ, duas garotas de 14, Iara dos Santos Silva, e 17, Fernanda Venâncio Ramos, anos foram estupradas, torturadas e estranguladas com um intervalo de seis dias entre os crimes. Sônia Ramos, 42, madrasta de Fernanda, a segunda vítima, levantou a suspeita de que as atrocidades pudessem estar ligadas ao jogo por pura ignorância e desespero, porque sua filha [a vitima] era jogadora de RPG e andava na companhia de outros garotos que jogavam GURPS e Vampiro [sua alegação se baseou no fato de que sua filha andava as voltas “com pessoas que se fantasiavam de vampiros”]. Inclusive a polícia chegou a prender um jogador de RPG, que não será identificado uma vez que o mesmo era inocente e não merece ter seu nome publicado, que passou quatro dias na cadeia por causa deste absurdo.
O verdadeiro assassino das garotas, HUMBERTO VENTURA DE OLIVEIRA, de 25 anos, confessou o crime 6 dias depois da prisão do RPGista. Ele era o jardineiro da casa, analfabeto, e nunca sequer passou perto de um livro de RPG. A imprensa irresponsável, foi muito rápida em divulgar versões fantasiosas sobre o “jogo da morte”, mas a publicação da confissão do jardineiro foi apenas uma nota, no final de uma página de jornal.

- OURO PRETO-
No dia 10 de outubro de 2001, Aline Silveira Soares viajou do Espírito Santo com sua prima e alguns colegas para Ouro Preto para participar da “Festa do Doze”, que é uma espécie de Carnaval fora de hora entre as faculdades da região, com R$40,00 e a roupa do corpo para passar três dias. Dias depois, seu corpo nu fora encontrado em cima de uma lapide, em um cemitério da cidade.
Segundo o laudo, Aline consumiu drogas durante o dia anterior ao de sua morte. Esta informação foi confirmada por diversas testemunhas que também participavam da festa, em Ouro Preto [testemunhas que foram aparentemente ignoradas pelo delegado Adauto Corrêa após as investigações tomarem o rumo circence]. Aline não tinha dinheiro e acreditou que conseguiria fugir do traficante sem pagar pela droga que consumiu, mas no dia de sua morte [14 de Outubro de 2001], foi abordada pelo criminoso no caminho de volta para a república onde estava hospedada [o cemitério em questão fica exatamente no meio do trajeto entre o local da festa e a república]. Testemunhas [que também foram aparentemente ignoradas no inquérito oficial] disseram ter visto Aline conversar com um conhecido traficante da cidade na porta do cemitério algumas horas antes de sua morte.
De acordo com especialistas em crimes relacionados a drogas, Aline provavelmente teria se oferecido para ter relações sexuais com o traficante para pagar a dívida, pois as roupas da garota foram encontradas “cuidadosamente dobradas e dispostas ao lado do local do crime, sem nenhum indício de violência ou de coerção”. Aline tomou o cuidado de deixar suas roupas sobre uma das lápides, dobradas com a jaqueta por baixo, para que não sujassem.
Ainda segundo o laudo oficial da perícia técnica, durante a primeira facada que Aline recebeu, o corpo estava na posição acocorada, popularmente conhecida como “de quatro”. Segundo especialistas em crimes de estupro, o traficante provavelmente teria tentado obrigar Aline a realizar sexo anal, que possivelmente foi rejeitado pela garota, resultando no primeiro golpe com a faca. O traficante, tendo ferido Aline seriamente, não viu alternativa a não ser terminar de matá-la. Para disfarçar, o assassino colocou o corpo de Aline em posição deitada sobre a lápide [pelas fotos da perícia e rastros de sangue, pode-se atestar que o corpo foi movido após a sua morte] para tentar atrapalhar as investigações.
Quando o corpo foi encontrado, os policiais começaram as investigações pelos locais em que Aline se hospedou e em uma das repúblicas foram encontrados alguns livros de RPG, que o delegado, evangélico confesso, classificou como “material satanista”. A partir disto, um vereador oportunista chamado Bentinho Duarte viu nisso uma chance de se promover realizando terrorismo psicológico e, junto com o Promotor Fernando Martins [conhecido por ter tentado proibir a distribuições de jogos como Duke Nuken e Carmagedon], moveu ação contra as empresas Devir Livraria e Daemon editora tentando a proibição de 3 títulos [Vampiro: a Máscara, Gurps Illuminati e Demônios: a Divina Comédia].
Detalhe, 4 garotos chegaram a ser presos injustamente, que por suas vez não são jogadores de RPG [fato comprovado pela mãe da vítima em depoimento ao vivo na Rede Bandeirantes de TV].
 
- GUARAPARI-
Polícia Civil do Espírito Santo prendeu, na noite de 12 de Maio de 2005, dois acusados pelo assassinato do aposentado Douglas Augusto Guedes, da mulher dele, a corretora de imóveis Heloísa Helena Andrade Guedes, e do filho do casal Tiago Guedes, em Guarapari. Os corpos dos três foram encontrados amarrados e deitados em camas no dia 5 de maio. Na mesma data, eles foram sepultados.
O delegado da Divisão de Homicídios de Guarapari, Alexandre Linconl, evangélico, disse ao Portal Terra que os assassinos MAYDERSON DE VARGAS MENDES, 21 anos, e RONALD RIBEIRO RODRIGUES, 22, confessaram que eles mataram a família motivada pelo jogo de RPG, mas essa “confissão” não ocorreu imediatamente após o crime.
O crime que Mayderson e Ronald cometeram é o de LATROCÍNIO QUALIFICADO E PREMEDITADO, ou seja, mataram para roubar de uma maneira cruel e sem dar chance de defesa às vítimas, com premeditação. Esse é um crime hediondo, sendo julgado e condenado diretamente por um juiz criminal. Ambos os acusados já tinham ficha criminal [respondendo processo por Porte ilegal de Arma].
O que o advogado de defesa da dupla estava fazendo era alegar que eles cometeram o crime influenciados pelo jogo e, com essa ação, tentar reverter o crime para Homicídio Simples, baseado no tal jogo que ninguém sabe o que é. Com isso, os assassinos iriam para um júri popular, que poderia ser muito bem influenciado por todo esse novo circo que a mídia sensacionalista armou e, jogando a culpa em cima do RPG, e possivelmente Mayderson e Ronald poderia no lugar de irem para presídios convencionais, irem realizar tratamentos psiquiatricos.
O que tem de ficar bem claro é o seguinte: os criminosos entraram na casa, apontaram armas para Tiago e sua família, doparam a família sob a mira do revólver, levaram o garoto até o caixa eletrônico onde roubaram R$ 4.000,00 de sua poupança e depois executaram friamente a família com tiros na cabeça, para não serem reconhecidos. A história do “RPG” só apareceu dois dias depois que os assassinos foram capturados pela polícia, sob orientação do advogado de defesa da dupla.
É bom lembrar, já que a mídia “esqueceu”, que, graças à intervenção da Daemon Editora e da conversa de Marcelo Del Debbio, escritor especialista em Role Playing Games, com o delegado de Guarapari ao vivo em uma entrevista na Rede Bandeirantes de TV, o advogado de defesa da dupla abandonou o caso, deixando os dois criminosos sem advogado à espera de um defensor público.
Com estes textos, podemos começar a nos defender dos três falsos “crimes do RPG”. Já está na hora destas informações serem passadas para jornalistas sérios que queiram nos ajudar a fazer a verdade aparecer.

confira a versão original no Raopo, clicando aqui.
Um Feliz Natal e muitos acertos decicivos neste anos q virá.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

"Os Três Reis Magos do Gauchismo"


São eles: Glaucus Saraiva, o organizador; Paixão Côrtes, o dinâmico e Barbosa Lessa, o estudioso.
Aqui veremos um pouco da história destes ícones fundadores e idealizadores da primeira ideia de tradicionalismo. espero que gostem.


Glaucus Saraiva
Glaucus Saraiva


Glaucus Saraiva foi e é ainda um dos nomes mais importantes do gauchismo. Ele, Paixão Côrtes e Barbosa Lessa são os três reis magos que trouxeram os presentes que até hoje ornam o altar da tradição, três homens com os quais o Rio Grande contraiu uma dívida irresgatável.

Poeta maravilhoso dos antológicos Chimarrão, Velho Poncho e Borracho, para ficar apenas nos seus versos mais conhecidos. Compositor de canções como Porongo Velho, Meu Cusco Barbudo e Tropeada. Cantor que fez parte de dois grupos famosos: Os Gaudérios e Quitandinha Serenaders, onde era companheiro de Luís Telles e João Gilberto. Foi um dos primeiros professores escolhidos para lecionar no curso de pós-graduação em Folclore da Faculdade Palestrina, de lendária memória, onde foi responsável pela cadeira de Folclore Infantil. As pesquisas que efetuou nessa área resultaram num livro lindíssimo publicado pelo Instituto de Folclore, referência obrigatória no tema. E na coleção de brinquedos que hoje faz parte do Museu Glaucus Saraiva na bela sede do CTG Sinuelo do Pago, em Uruguaiana, ao qual ele doou com a esperança de fazer prosélitos e discípulos.
Glaucus Saraiva nasceu em São Jerônimo, filho de família tradicional. Logo se destacou dos irmãos e irmãs como "ledor" incansável e atleta perfeito. Era um autodidata por excelência, com uma formação humanística impressionante.



 

Paixão Côrtes
João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes

O folclorista Paixão Côrtes, personagem decisivo da cultura gaúcha e do movimento tradicionalista no Rio Grande do Sul é o 16º entrevistado de Passado Presente, série que revista a formação do pensamento crítico contemporâneo no Estado É realmente uma pena que o jornal não tenha som, porque a entrevista que se vai ler ganharia muito se fosse acompanhada do verbo vivo do entrevistado.
"João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes é uma figura inesquecível em vários sentidos, incluindo o sentido da audição: as pausas, as ênfases, as exclamações, as suspensões, os “Bá” alongados, a entoação para acompanhar a referência a uma antiga canção, tudo isso é irrepetível na folha de papel."

Um pouco assim, inapreensível, é o valor e o alcance da sua obra. Nascido a 12 de julho de 1927, em Santana do Livramento, de pai agrônomo e mãe dotada de boas qualidades musicais, Paixão Côrtes parece ter sintetizado essas duas marcas – formou-se em Agronomia também, e é artista também, não do canto mas da dança – e ao mesmo tempo parece haver ultrapassado os limites do que se poderia esperar de alguém com sua história. Por quê? Porque ele é um dos sujeitos diretamente responsáveis pelo nascimento da atual voga gauchesca. “Um dos” é muito pouco: Paixão Côrtes é um dos dois formuladores e animadores decisivos do movimento tradicionalista gaúcho – o outro é o falecido Luiz Carlos Barbosa Lessa, a quem Paixão se refere como “o Lessa”, um sujeito quieto, com pendor literário e intelectual, de alguma maneira o oposto complementar de Paixão, mais arrebatado, mais homem de ação e iniciativa.
A estrada foi longa e cheia de percalços. Começa, talvez, na vivência campeira. Segue na experiência de peão, desempenhada todas as férias, em contraponto com a vida escolar urbana em Santana, Uruguaiana e Porto Alegre, sucessivamente. Continua, quem sabe, na dura passagem em que perde o pai e precisa trocar o colégio privado pelo público, o diurno pelo noturno, a vida relativamente inconseqüente pelo trabalho.
Deslancha, a partir de 1947, quando se junta com amigos igualmente interioranos e saudosos da vida agauchada (entre os quais Lessa) e com eles literalmente inventa uma tradição: a de fazer vigília de um fogo tirado à Pira da Pátria, que arderá dali por diante pela imaginária, afetuosa, desejada “pátria” sul-rio-grandense.
Paixão Côrtes e Barbosa Lessa partem para a pesquisa de campo, para recuperar traços de cultura popular local eventualmente sobreviventes à avalanche da cultura norte-americana, quer dizer, estadunidense, que, vitoriosa na II Guerra, cobrou um preço alto das neocolônias. Paixão e Lessa, expressando ativamente o mal-estar do momento, partiram para a ação, viajando pelo Interior para salvar o passado da intensa remeça de novidades de fora do país. Estava sendo gestado o lado cultural-popular do tradicionalismo, antes mesmo de a palavra “folclore” ser usada.

Paixão Côrtes não se limitou a isso. Serviu de modelo para a estátua do Laçador e foi garoto-propaganda televisivo, nos primórdios do veículo, vestido à gaúcha quando isso era ainda uma esquisitice, hoje alguns ainda achão isto...

Organizou o 35 CTG, liderou grupos de música e dança, viajou à Europa como artista, fez e aconteceu. Poderia estar calmamente, agora, curtindo as glórias de sua intensa vida. Mas não: parece mais ativo que nunca, insatisfeito com certos aspectos do tradicionalismo.
Ele diz que a coisa está muito embretada, com pouca variação. A sensação que fica é de que mais três dias de entrevista ainda não seriam suficientes para ouvir tudo o que ele tem para contar. Mas o espaço é finito, e o foco desta entrevista, realizada em sua casa, em Porto Alegre, foi o período de gestação deste fenômeno absolutamente impressionante que é o mundo do tradicionalismo, dos CTGs, da identidade cultural gaúcha, que ele ajudou a estabelecer.
Vida e obra associadas fortemente, as de Paixão Côrtes, um sujeito da maior relevância para entender nosso tempo. “Me chamavam de guasca. Eu não me ofendia”diz paixão.


Barbosa Lessa
Luiz Carlos Barbosa Lessa

Nasceu em 13 de dezembro de 1929, numa chácara nas imediações da histórica vila de Piratini (capital farroupilha), RS. Devido à dificuldade para cursar uma escola regular, teve de aprender as primeiras letras e quatro operações com sua própria mãe, a qual, ao se improvisar de professora, também lhe ensinou teoria musical, um pouco de piano e, inclusive, uma novidade na época chamada datilografia.

Indo cursar o ginásio na cidade de Pelotas (Ginásio Gonzaga), aos doze anos fundou um jornal escolar (“O Gonzagueano”), em que publicou seus primeiros contos regionais ou de fundo histórico. E também fundou o conjunto musical significativamente denominado “Os Minuanos” (uma das tribos indígenas no velho Rio Grande do Sul), que pretendia se especializar em música regional gaúcha mas que, por inexistência de repertório àquela época, teve de se conformar com o gênero sertanejo e um tanto de música urbana brasileira.
Para cursar o 2o grau colegial, transferiu-se para Porto Alegre, ingressando no Colégio Júlio de Castilhos. Aos dezesseis anos de idade já colaborava para uma das principais revistas brasileiras de cultura (“Província de São Pedro”) e obteve seu primeiro emprego como revisor e repórter da “Revista do Globo”.
No ano seguinte participou da primeira Ronda Crioula/Semana Farroupilha e, munido de um caderno de aula para coletar assinaturas de eventuais jovens que se interessassem pelo assunto, tomou a iniciativa para a fundação do primeiro Centro de Tradições Gaúchas (CTG), o “35.
Nesta agremiação ele retomou seu interesse pela música regional e, na falta de repertório, foi criando suas primeiras canções, tais como a toada “Negrinho do Pastoreio” – hoje um clássico da música regional gaúcha. Bacharel pela Faculdade de Direito de Porto Alegre (UFRGS), 1952.
Formando com seu amigo Paixão Côrtes uma dedicada dupla de pesquisadores, de 1950 a 1952, realizou o levantamento de resquícios de danças regionais e produziu a recriação de danças tradicionalistas. Resultado dessa pesquisa da dupla foi o livro didático “Manual de Danças Gaúchas” e o disco long-play (o terceiro LP produzido no Brasil) “Danças Gaúchas”, na voz da cantora paulista Inezita Barroso.

"Incentivou a realização do Primeiro Congresso Tradicionalista do Rio Grande do Sul, levado a efeito na cidade de Santa Maria, em 1954, quando apresentou e viu aprovada sua tese de base socióloga “O Sentido e o Valor do Tradicionalismo”, definidora dos objetivos desse movimentos.
Em 1956 montou um grupo teatral para apresentação de sua comédia musical “Não te assusta, Zacaria!”, e saiu divulgando as danças e os costumes gauchescos por todas as regiões do Rio Grande do Sul, colhendo aplausos também nas cidades de Curitiba e São Paulo.
Residiu na capital paulista até 1954, envolvido com produção de rádio, televisão, teatro e cinema, detendo-se finalmente na área de propaganda e relações públicas. Chefe de grupo-de-criação da Jr. Walter Thompson Publicidade e chefe de relações-públicas do Banco Crefisul de Investimentos.
Voltou a Porto Alegre em 1974, já como especialista em Comunicação Social, tendo trabalhado na Mercur Publicidade e Companhia Riograndense de Saneamento, CORSAN. Aposentou-se como jornalista em 1987."
foi Secretário Estadual da Cultura, tendo então idealizado para Porto Alegre um centro oficial de cultura acadêmica, que veio a pré-inaugurar em março de 1983: a Casa de Cultura Mário Quintana.

Mantinha pequena reserva ecológica no município de Camaquã, onde residia com sua esposa Nilza, dedicada à produção artesanal de erva-mate e plantas medicinais. Filhos: Guilherme, analista de sistemas, residente em Porto Alegre e Valéria, casada com norte-americano e residente no estado de New Jersey, USA.
Teve destaque na música popular e na literatura. Dentre suas músicas, sempre de cunho gauchesco, destacam-se “Negrinho do Pastoreio”, “Quero-Quero”, “Balseiros do Rio Uruguai”, Levanta, Gaúcho!”, “Despedida”, bem como as danças tradicionalistas em parceria com Paixão Côrtes.

Fonte: sites, blogs, e enciclopédias variadas