Muito diferente do que prega a mídia, os jogos de RPG podem ser
fundamentais no desenvolvimento intelectual, social e cultural de seus
jogadores por forçá-los a trabalhar em equipe e a desenvolver o raciocínio
lógico. A seguir, confira uma lista com os 10 maiores benefícios do RPG para
seus jogadores:
RPGs estimulam o convívio social: jogar RPG, requer, no mínimo, duas pessoas: um mestre, responsável pela
criação do roteiro do jogo e dos desafios, e um jogador, que deverá passar
pelos desafios propostos pelo mestre. Porém, a grande maioria dos jogadores
prefere grupos de 5 a 7 pessoas (ou mais) para enriquecer a história e tornar o
jogo mais interessante. Reunindo-se periodicamente, os jogadores criam um
compromisso com o RPG e um laço de união entre si, que geralmente transcende o
script e transforma parceiros de jogo em amigos na vida real.
Fortalecem as noções de trabalho em equipe: ao contrário da maioria
dos jogos de estratégia, no RPG não há “vencedores” ou “perdedores”, e sim
jogadores que devem colaborar entre si para enfrentar as situações propostas no
roteiro. Juntos, eles devem planejar estratégias, debater opiniões e tomar
decisões de acordo com o consenso do grupo para que todos sejam beneficiados,
desenvolvendo assim seu espírito de trabalho em grupo.
Aprimoram a comunicação interpessoal: nos RPGs, assim como no
teatro, os jogadores “interpretam” seus personagens através da fala, da
expressão e do modo de agir. Ao interpretar um personagem com traços e
personalidade diferentes dos seus, o jogador experimenta novas formas de se
comunicar e acaba por expandir as possibilidades da própria expressão pessoal.
Desenvolvem a empatia do jogador: durante a trama, um
personagem passa por diversas situações que lhe afetam emocional e
psicologicamente: é ferido, perde amigos e entes queridos, é recompensado,
ganha aliados, exerce influência sobre outros personagens, etc. Ao interpretar
as reações do personagem diante de tais situações, o jogador desenvolve sua
empatia e sua capacidade de compreender os sentimentos alheios.
Agilizam o raciocínio: lutas, esquivas, fugas,
armadilhas e enigmas são apenas alguns exemplos de desafios que fazem parte do
roteiro dos RPGs. Resolvê-los requer do jogador a capacidade de pensar rápido e
criar soluções para problemas e pode se tornar um verdadeiro exercício de
raciocínio lógico que logo se transforma em benefícios na vida real.
Incentivam a criatividade: todo o enredo do jogo se passa no
imaginário dos participantes. Embora os jogadores volta e meia utilizem imagens
de referência e esquemas para maior compreensão do roteiro, cada jogador acaba
criando uma visão das situações a partir da própria imaginação, aprimorando
assim sua capacidade de conceber mentalmente cenários e ações.
Estimulam ambos os hemisférios do cérebro
simultaneamente: ao
estimular tanto o raciocínio lógico do jogador quanto sua imaginação, o RPG
propicia ao jogador benefícios semelhantes aos da leitura de um livro, que
desenvolve simultaneamente ambos os hemisférios do cérebro (direito e esquerdo).
Enriquecem o conhecimento: a história de Dungeons
and Dragons, o pioneiro e um dos mais populares RPGs de todos os tempos, se
passa em um mundo fantástico paralelo baseado na Idade Média e possibilita a
seus jogadores a familiarização com vários aspectos da cultura medieval, como
as batalhas, vestimentas, hábitos, alimentação e hierarquia social. Outros
jogos como o GURPS possuem versões cujos enredos se desenvolvem nos mais
variados períodos históricos, desde as Cruzadas até o descobrimento do Brasil.
Para os mais jovens, o RPG tem se mostrado uma ótima forma de aliar o estudo à
diversão.
Desestimulam a violência: ao contrário do que é
noticiado, RPGs não exigem contato físico. Todas as lutas, ações, esquivas e
ferimentos ocorrem na imaginação dos jogadores, e não na realidade. Até mesmo
uma simples queda de braço entre personagens deve ocorrer de acordo com as
regras do jogo e testes propostos pelo mestre, e não por um desafio real entre
os jogadores. Logo, jogadores que por acaso utilizem agressões físicas em
sessões de RPG estão subvertendo o conceito original do jogo.
Suas estatísticas são favoráveis: no Brasil, cerca de 7
torcedores morrem todo ano em brigas de torcida de futebol, além de centenas
ficarem feridos. Anualmente, cerca de 120 pessoas viciadas em jogos de apostas
entram em tratamento no Hospital das Clínicas em São Paulo. Por enquanto não se
tem notícias de mortes ou atos de violência realmente comprovados entre
os jogadores de RPGs. Tampouco de RPGistas que passaram por alterações de
comportamento e períodos de agressividade contra amigos e parentes. O RPG é um
jogo pacífico que prega a colaboração e o espírito de equipe entre seus
jogadores. Portanto, não julgue um livro pela sua capa assustadora. Seu
conteúdo prega valores inestimáveis à construção do caráter de um indivíduo.
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